A licitação das obras do Trem de Alta Velocidade (TAV) – o trem-bala, que ligará as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo – está marcada para o dia 2 de maio. Ao contrário da expectativa inicial, o projeto não estará pronto para a Copa do Mundo, em 2014. O governo acredita que apenas alguns trechos estarão em operação, mas que, para a Olimpíada de 2016, no Rio, o empreendimento estará concluído.
Comandado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o processo de consulta pública do projeto terminou no dia 29 de janeiro. Em 17 de fevereiro, será a vez de o Tribunal de Contas da União (TCU) avaliar a proposta, orçada inicialmente em R$ 34,6 bilhões (US$ 18,47 bilhões).
Depois de muita polêmica e troca de farpas dentro do governo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente concedeu o licenciamento ambiental que permitirá a licitação para a construção e operação da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, Pará. Para permitir o empreendimento – o maior do mundo em elaboração atualmente, com um custo de até R$ 30 bilhões –, o órgão ambiental impôs 40 condições que terão que ser cumpridas pelo consórcio vencedor da disputa. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai analisar o edital e marcar a data ainda este mês.
As exigências são mais amplas e dispendiosas do que as feitas para os grupos que operam as usinas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Roraima. Nesses locais, houve investimentos de R$ 30 milhões em habitação, igual valor em saneamento e quatro parques nacionais tiveram que ser adotados. No caso de Belo Monte, as principais preocupações foram com as populações atingidas pela barragem da hidrelétrica, com a preservação de peixes e tartarugas e com a vazão do rio.
Encontrado amarrado a um pedaço de madeira no Rio Solimões, no Amazonas, um filhote de peixe-boi está em recuperação no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus. Pesando 12 quilos e com 89,5 centímetros de comprimento, o cetáceo resgatado é um filhote e ganhou cuidados especiais dos veterinários. Depois que seus ferimentos foram cuidados, permaneceu duas semanas em observação e, em seguida, foi colocado com outro animal, para adaptação. Ainda não há previsão de quando o peixe-boi retornará ao seu habitat natural.
O Inpa é um órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e existe há mais de 50 anos com o objetivo de estudar as espécies e as condições de vida da região amazônica.