O presidente da Chevron Brasil, George Buck, afirmou que a empresa está disposta a expandir seus investimentos na exploração de petróleo no país, inclusive no pré-sal. Ele destacou que, para isso, no entanto, a nova regulamentação – em fase final de análise pelo governo brasileiro – não deve restringir a participação da iniciativa privada. A declaração de Buck foi feita durante solenidade que marcou o início da produção do Campo Frade, na Bacia de Campos, o primeiro da companhia em águas profundas, onde a empresa americana é sócia da Petrobras e de um grupo japonês.
"Para investir, é preciso ter uma combinação de projetos atraentes e de um modelo regulatório que não seja restritivo aos investimentos. E acreditamos que o novo modelo a ser adotado no Brasil continuará a ser atraente como é o modelo de concessão", disse Buck. Na Bacia de Campos, a Chevron já tem programados investimentos da ordem de US$ 5 bilhões até 2019. A empresa acredita que possa descobrir petróleo abaixo da camada de sal durante perfurações nos próximos dois anos.
Maior empresa privada do Brasil e uma das maiores mineradoras do mundo, a Vale acertou uma parceria com a Petrobras. Embora o objetivo inicial do acordo seja a produção de gás natural para gerar energia em projetos da Vale, a exploração de petróleo no pré-sal também está nos planos. O anúncio foi feito após assinatura de memorando de entendimento para que a Vale adquira 25% de participação em três blocos situados na Bacia do Espírito Santo.
“O pré-sal para a Vale ainda é interesse de curioso. Vamos ver o que vem em termos de regulamentação, qual o tamanho desses blocos. Somos uma empresa pequena nesse setor”, afirmou Roger Agnelli, presidente da Vale. “É uma associação entre duas gigantes verde-amarelas e competentes”, destacou José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras.
O cronograma de construção de pelo menos 18 usinas hidrelétricas está atrasado por causa de problemas jurídicos ou ambientais, de acordo com levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Se estivessem em funcionamento, esses empreendimentos representariam um acréscimo 19.581 megawatts – o que representa 20% da capacidade de energia do país ou três vezes mais do que a potência das usinas de Jirau e Santo Antônio, que estão sendo construídas em Rondônia.
Um dos casos é o da usina de Belo Monte, no Pará, que o governo pretende leiloar em setembro. A Justiça Federal daquele estado mandou paralisar as audiências públicas por entender que não foi entregue laudo antropológico do impacto sobre comunidades indígenas da região. Outro exemplo é o da usina Olho D'Água, em Goiás, onde órgãos ambientais identificaram um corredor de mata virgem remanescente. A obra no local nem começou.