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Qual a posição do Japão quanto à proteção às baleias?

Recentemente, recebemos algumas fortes objeções às atividades de pesquisa, envolvendo baleias, conduzidas pelo Japão. Agradecemos seu interesse em baleias e estamos abertos para discutir este assunto, em boa fé, com as pessoas. No entanto, o que gostaríamos de manter em mente é que talvez NÃO esteja sempre bem informado com relação a todos os aspectos da pesquisa científica sobre baleias no Japão realizada por parte de algumas ONGs e pela mídia.

Caso o protesto seja algo do tipo “proteja as espécies de baleias ameaçadas”, compartilhamos o mesmo ponto de vista. O Japão apóia fortemente a proteção internacional a espécies de baleias ameaçadas, tais como as baleias azuis. Com relação à pesquisa de baleias no Japão (desde 2002), é verdade que ela envolve uma amostragem máxima anual de 590 baleias de Minke, 50 baleias de Bryde, 50 baleias de Sei e 10 baleias cachalote. Contudo, este nível de amostragem não impõe nenhum risco à situação atual das populações de baleias. De acordo com a avaliação do Comitê Científico da CIB (Comissão Internacional de Baleias) em 1990, as baleias Minke têm uma população de 761.000 no Oceano Antártico. Elas também têm uma população de 25.000 no noroeste do oceano Pacífico. As baleias de Bryde, cachalotes e baleias Sei têm respectivamente populações de 22.000, 102.000 e 28.000. Portanto, não estão, de nenhuma forma, ameaçados de extinção.

Estamos bastante preocupados com o fato de que certas ONGs e a mídia estejam espalhando informações errôneas sobre esta questão ao público, para causar uma reação emotiva contra nossas atividades, o que poderá dificultar o diálogo.

Por exemplo, não atividade não é a pesca comercial de baleias (apesar de que algumas ONGs fizeram declarações contrárias a isso). A pesquisa emprega métodos de pesquisa letais e não letais e é cuidadosamente elaborada, por cientistas, para estudar as populações de baleias e os papéis ecológicos das espécies. Limitamos a amostragem ao menor número possível, o que, mesmo assim, permite com que a pesquisa atinja resultados científicos significativos. O plano de pesquisa e seus resultados são revisados anualmente pelo Comitê Científico da CIB. A CIB jamais concluiu que métodos não letais possam substituir os da pesquisa japonesa. Mesmo assim, o Japão se comprometeu a intensificar os elementos não letais da pesquisa.

A tomada de baleias para fins de pesquisa não é uma violação nem um abuso de uma falha na convenção internacional. Ao contrário, é um direito legítimo da parte contratante sob a Cláusula VIII da International Convention for the Regulation of Whaling (ICRW).

A carne de baleia é de fato vendida no mercado, mas isso é apenas um requisito definido pela Cláusula VIII da ICRW. Também, a venda de carne de baleia não gera nenhum tipo de lucro no caso do Japão. Uma instituição de pesquisa sem fins lucrativos, que realiza este programa de pesquisa, vende este produto derivado como forma de cobrir parte das despesas com a pesquisa.

É demasiadamente simplista e prematuro concluir que o “mundo” está contra a pesca às baleias. Fato é que as nações que se opõem à caça baleeira apoiam a suspensão legal da pesca comercial às baleias na CIB, mas as demais nações são de uma opinião diferente. De fato, nos últimos anos, um número crescente de nações passam a apoiar a idéia do uso sustentável de baleias nas reuniões da CIB.

Finalmente, gostaríamos de lembrar que a caça às baleias não é mais uma questão de preservação das espécies como foi o caso durante as décadas de 60 e 70, quando várias espécies de baleias haviam sido caçadas de forma excessiva e havia a necessidade urgente de se buscar medidas efetivas de proteção às espécies ameaçadas. A CIB fez um trabalho de destaque com relação a esta questão em meados dos anos 70 para proteger as baleias azuis e outras espécies ameaçadas, e o Japão é muito grato pelos esforços envidados. Contudo, desde os anos 80 a situação mudou à medida que espécies de baleias não ameaçadas também ficaram sob a proteção da CIB, apesar do Comitê Científico da CIB haver calculado que algumas espécies de baleias terem populações bastante abundantes. Nos anos 90, os cientistas calcularam que a população global de baleias consome 250-440 milhões de toneladas métricas de peixes e crustáceos por ano. Esta quantidade representa 3 a 5 vezes o tanto pescado pelo homem em todo o mundo. Baseado nestes dados, a relevância ecológica da proteção total às baleias deve ser revista. Ser contra a caça às baleias não é necessariamente sinônimo de “ser verde”.

Agradecemos sua atenção com relação a esta questão. Também, esperamos que as informações acima ajudem-no a entender a situação geral da posição do Japão quanto à pesca baleeira, o que muitas vezes é entendida de forma errada e sofre por falta de informações. O Japão está sempre compromissado em participar numa troca construtiva de informações referentes à questão baleeira, sempre de boa fé.

Fonte: http://www.mofa.go.jp/policy/q_a/faq6.html

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