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Em levantamento feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), satélites que medem a devastação da floresta amazônica constataram que 22,3% das árvores derrubadas em 2007 foram justamente nas reservas ambientais – áreas que deveriam estar livres da devastação – em um total de 2,3 mil quilômetros quadrados. Esse percentual equivale a um aumento de 6,4% em relação a 2006 e representa um golpe nos planos do governo, que comemorava quedas consecutivas na destruição da Amazônia desde 2004.

“O desmatamento em geral vem caindo, mas esses números são terríveis: mostram que nossas reservas não são bem protegidas e que não basta criar uma área no papel para garantir a preservação da floresta”, avaliou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

As áreas de preservação representam 43% do total da Amazônia, divididas entre reservas ambientais e áreas indígenas. Um dos principais problemas para evitar a destruição dessas regiões é a falta de fiscalização. Segundo um estudo do Tribunal de Contas da União, unidades de conservação, como a Floresta Nacional de São Francisco, no Acre, não contam com um único funcionário para gerenciá-las. O ministério promete contratar de forma urgente 120 técnicos para reduzir o déficit de pessoal.

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