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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) concedeu licença prévia para o início da construção da usina nuclear de Angra 3, empreendimento que já sofreu seguidos atrasos. No entanto, para que a obra comece, uma lista de 60 exigências impostas pelo Ibama terá que ser cumprida pela Eletronuclear, estatal responsável pela usina. A principal delas é a criação de um novo depósito para os dejetos radiativos produzidos pela futura central e por Angra 1 e Angra 2.

Conhecido por sua posição contrária ao projeto, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que, quando assumiu o cargo há quase três meses, o processo de licenciamento já estava quase concluído. Mas fez questão de frisar que as “exigências são brutais”, para evitar riscos de acidentes. Segundo ele, uma das condições para a autorização da obra é que o depósito não seja construído próximo à praia.

O Ibama exigiu ainda que a usina seja fiscalizada por algum organismo independente, ligado a universidades, por exemplo. Outra obrigação da Eletronuclear será assumir os custos de manutenção de uma estação ecológica e de um parque nacional, situados no litoral entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

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