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O governo ameaça cancelar a licitação da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, na Região Amazônica, caso ocorra disputa na Justiça entre os consórcios liderados pela Odebrecht/Furnas e pela franco-belga Suez em torno da usina de Jirau, no mesmo rio. A hipótese foi levantada primeiro pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, alegando que o interesse público não pode ser prejudicado por uma briga entre duas empresas. Depois, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, deu um prazo que termina nesta sexta-feira para que as duas partes cheguem a um acordo.

Na visão do governo, o impasse poderá comprometer o fornecimento de energia a partir de 2012. "Uma hipótese é anular as duas licitações. Nesse caso, o governo assumiria por meio da Eletrobrás e realizaria as duas obras ou faria um novo leilão prontamente", afirmou Lobão.

Vencedor da licitação de Santo Antônio, o consórcio Odebrecht/Furnas perdeu a disputa de Jirau e entrou com ação na Justiça pedindo o cancelamento da concessão, sob o argumento de que o grupo vitorioso não cumpriu as exigências e anunciou a construção da hidrelétrica em um ponto diferente do previsto no edital.

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