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O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que a empresa fará licitação para a construção de dez plataformas do tipo navio-sonda para extrair petróleo e gás das reservas de águas ultra-profundas. O anúncio ocorreu no momento em que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou estudo que indica a necessidade de gigantescos investimentos no setor portuário para conseguir explorar jazidas no pré-sal. Só de plataformas, serão necessárias mais 138 até 2042, em uma média de seis novas por ano a partir de 2020. Cada uma custa em torno de US$ 1,7 bilhão.

Segundo Gabrielli, os navios-sonda serão feitos no Rio Grande do Sul. Os dois primeiros, com capacidade para 100 mil barris por dia, pertencerão a outras empresas e serão alugados pela Petrobras. A previsão é de que sejam entregues em 2013 e 2014. Os oito restantes, de propriedade da estatal, produzirão 120 mil barris diários. O valor das encomendas não foi divulgado, mas o dirigente da companhia informou que um sistema completo, que inclui plataforma, poços, gasodutos e outros equipamentos, alcança US$ 7 bilhões.

As descobertas das grandes reservas prometem impulsionar outras áreas das indústrias naval e portuária. De acordo com a Secretaria Especial dos Portos, os terminais do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Vitória, São Sebastião e Santos terão que ser ampliados para servir de base para as operações na região do pré-sal. Além disso, mais de 200 novas embarcações deverão entrar no mercado nos próximos anos. Para atender a essa necessidade, os estaleiros já começam a contratar profissionais para aumentar sua produção.

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