Notícias sobre Regulação


Um consórcio formado por quatro companhias estrangeiras, em que a operadora (sócia majoritária) é a petrolífera americana Anadarko, anunciou a descoberta de petróleo abaixo da camada de sal na Bacia de Campos, próximo ao litoral do estado do Espírito Santo. A notícia deixou contrariados integrantes da cúpula do governo brasileiro. O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, deixou claro que, se as novas regras para o setor estivessem em vigor, a União arrecadaria mais com a nova jazida.

A descoberta foi feita a cerca de 1.400 metros de profundidade, bem menos que os 6 mil metros dos poços no pré-sal da Bacia de Santos. O local fica a 40 quilômetros do campo de Jubarte, onde a Petrobras iniciou no mês passado a produção de petróleo localizado em reservas abaixo da camada de sal. Além de mais rasas, as jazidas da Bacia de Campos estão debaixo de uma espessura muito menor de sal do que as de Santos – em vez de romper 2 mil metros de sal, só foi necessário ultrapassar 150 metros do mineral.

Com participação de 30%, a Anadarko lidera o consórcio formado ainda pela americana Devon, a indiana EnCana (comprada de canadenses) – cada uma dona de 25% do negócio – e a sul-coreana SK (20%). Ainda não há estimativas precisas sobre a capacidade da nova reserva, mas a empresa operadora informou que o campo possui características semelhantes ao de Jubarte, onde a Petrobras calcula uma produção de 18 mil barris por dia. O grupo já programa a perfuração de mais quatro poços em áreas do pré-sal arrematados em licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e, para isso, já trouxe para o Brasil uma sonda.

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