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Anunciada na segunda-feira (3 de novembro), a fusão entre os bancos Itaú e Unibanco – que formará o maior conglomerado financeiro não só do Brasil mas também de todo o hemisfério sul – terá que passar pela avaliação de quatro agências governamentais antes de ser aprovada oficialmente. O total de ativos das duas empresas supera R$ 575 bilhões (US$ 260,5 bilhões). A operação será analisada pelo Banco Central, Secretaria do Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, Secretaria de Acompanhamento Econômico (SAE) do Ministério da Fazenda e Conselho Administrativos de Defesa Econômica (Cade).

Ao Banco Central caberá estudar o impacto da junção dos dois grupos no sistema financeiro nacional. As secretarias vão analisar a atuação de Unibanco e Itaú no mercado de seguros, câmbio, previdência privada e também a participação em empresas não financeiras. Dois relatórios – um do Banco Central e outro elaborado em conjunto entre SDE e SAE – serão encaminhados ao Cade. O órgão é o responsável por avaliar se a união pode gerar uma concentração em setores que deixe os concorrentes em situação muito desigual ou que prejudique os clientes.

No caso das análises específicas dos aspectos bancários, o prazo não deve se estender durante muitos dias. Já a avaliação do Cade pode durar 60 dias, prorrogáveis por mais 60.

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