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A Petrobras divulgou seu Plano de Negócios entre 2009 e 2013, quando promete investir US$ 174,4 bilhões. O valor é 55% superior aos US$ 112,4 bilhões previstos para período 2008-2012, com destaque para o desenvolvimento da produção das reservas abaixo da camada de sal. O anúncio ocorreu depois de dois adiamentos causados pela crise financeira, que obrigou a empresa a refazer seus cálculos, e da garantia de um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) de pelo menos US$ 11,9 bilhões.

Segundo o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, US$ 47,9 bilhões do total anunciado serão destinados para as áreas de exploração e produção. Desse montante, US$ 28 bilhões irão exclusivamente para o pré-sal. A estimativa é que, em 2013, a Petrobras alcance a marca de 3,3 milhões de barris de óleo e gás retirados, contra 2,176 milhões do ano passado. Contrariando as expectativas do mercado, o Plano de Negócios manteve a previsão de construção de quatro refinarias e um complexo petroquímico.

Gabrielli afirmou que o planejamento se baseou nos custos atuais, considerados “muito altos” pelo executivo. Por isso, disse esperar desembolsar bem menos do que os US$ 174,4 bilhões. “Queremos realizar projetos com custos menores. Para isso, a intenção é forçar uma queda brusca de preços”, declarou. Segundo o presidente da Petrobras, para alcançar esse objetivo, a empresa pretende renegociar contratos, rever modelos de licitação e recorrer a fornecedores internacionais.

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