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Estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) revela que os botos-cinza (Sotalia guianensis) que frequentam a Baía de Guanabara – área com elevados índices de poluição que margeia a região metropolitana do Rio de Janeiro – apresentam níveis consideráveis de mercúrio, metal altamente tóxico. De acordo com a pesquisa, a gravidade do problema é ainda maior pelo fato de esse cetáceo estar no topo da cadeia alimentar do ecossistema da baía – ele ingere peixes que também são consumidos pelo homem.

Segundo o biólogo Jailson Fulgencio de Moura, o boto-cinza foi escolhido como objeto do estudo, iniciado em 2002, por possuir tendência de acumular em seu organismo elementos contaminantes encontrados no ambiente. “É uma espécie que aparece a até cinqüenta metros de profundidade, ou seja, é um animal das regiões costeiras, que são as que sofrem mais impacto da atividade humana”, disse o pesquisador.

O estudo comparou as substâncias presentes no tecido muscular de 20 botos na Baía de Guanabara e com as de 27 encontrados na foz do Rio Amazonas. Estes últimos apresentaram grau de contaminação bem menor.

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