Notícias sobre Regulação


Enquanto o governo adia mais uma vez o anúncio do marco regulatório para o pré-sal, as companhias do setor aguardam para saber como vão destinar seus investimentos. E não são apenas as grandes petrolíferas que vivem essa expectativa. Mesmo com a praticamente certa mudança do modelo de concessão para o de partilha, empresas de médio porte demonstram enorme interesse em participar da exploração das reservas abaixo da camada de sal.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip) – que reúne pequenas e médias empresas que atuam no Brasil –, Wagner Freire, ressalta que essas companhias possuem bastante experiência em águas profundas e no pré-sal. É o caso da norte-americana Anadarko, que descobriu jazidas de petróleo no pré-sal na Bacia de Campos, litoral do Rio de Janeiro, no ano passado.

“Nosso foco fora dos Estados Unidos é o Brasil. Queremos continuar investindo, inclusive no pré-sal”, afirma Roberto Abib, presidente da Anadarko no Brasil, empresa que aplicou US$ 400 milhões no país no ano passado. “A decisão do governo de mudar o marco regulatório é soberana. Mas, se for adotado qualquer outro modelo, como o de partilha, é importante que seja mantida a atratividade para os investimentos no país. A Anadarko atua em qualquer sistema”, acrescenta o executivo.

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