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O desperdício de gás natural que muitas vezes acompanha a exploração de petróleo tornou-se o grande foco da atenção do governo, após a descoberta do campo gigante de Tupi, na Bacia de Santos, justamente no momento em que o Brasil atravessa grave crise de abastecimento do combustível. Estima-se que para cada cem mil barris diários de petróleo sejam produzidos de 1,5 a 2 milhões de metros cúbicos de gás na região de Tupi. A reserva, com previsão de entrada em operação em 2010, terá um plano de aproveitamento total desse potencial de gás.

Em solenidade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da área de Ciência e Tecnologia, em Brasília, o diretor de Produção e Exploração da Petrobras, Guilherme Estrella, prometeu: “Não vamos perder gás”. Segundo o executivo, quatro opções estão sendo estudadas para evitar o desperdício: a construção de um gasoduto, considerada cara e ecologicamente polêmica; o investimento em navios para transformar o gás em liquefeito; a produção de energia elétrica em alto-mar, em navios-termelétricas; e a inovadora construção de cavernas na camada de sal de Tupi para armazenar o gás.

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