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Ao lamentar as dificuldades que o governo vem encontrando para obter licenças ambientais necessárias para iniciar o processo de concessão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, fez uma declaração surpreendente. “Às vezes tenho a sensação de que tem uma força demoníaca puxando para baixo o país, não querendo que o país avance. Não desejando que tenhamos a segurança energética de que tanto precisamos”, afirmou ele, a uma plateia formada por executivos do setor elétrico.

O presidente da Empresa de Pesquisa Elétrica (EPE), Maurício Tolmasquim, acredita que o leilão de Belo Monte será realizado no fim de novembro. Segundo Lobão, se as licenças ambientais não saírem logo, o prejuízo do Brasil será muito maior, pois a alternativa contra a escassez de energia seria a construção de usinas térmicas, bem mais poluentes. Com capacidade de gerar 11 mil megawatts e um custo estimado de US$ 10 bilhões, a usina de Belo Monte está prevista para começar a funcionar entre 2013 e 2014. O projeto é o maior depois de Itaipu, parceria entre Brasil e Paraguai.

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