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Recentemente, representantes dos governos e de ONGs de Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru, República Dominicana e Uruguai reuniram-se em Buenos Aires para tentar traçar uma agenda comum aos países latino-americanos. Como disse o ambientalista brasileiro José Truda Palazzo, membro do chamado Grupo de Buenos Aires, ao site da ONG chilena Centro de Conservacion Cetacea, “hoje em dia temos países como Japão e Islândia matando baleias no hemisfério sul, a milhas de quilômetros de suas costas, o que se traduz em uma apropriação indevida da biodiversidade de outros países”.

Para Truda, é fundamental que os países latino-americanos se reunam para “consolidar a agenda de interesses regionais que é o uso não letal dos cetáceos, assim como unir cooperação e recursos para que os aspectos científicos sobre o impacto das avistagens de baleias e a promoção de seus benefícios socioeconômicos sejam temas permanentes na agenda. Outro ponto é trabalhar para que esta atividade anacrônica, que é a caça das baleias, não venha a impactar nossas populações de cetáceos nunca mais”.

Apesar de todos os esforços internacionais, em janeiro deste ano, o governo da Islândia autorizou a caça de 150 baleias aleta, que se encontra em grave perigo de extinção, e 100 baleias minke num período de cinco anos. Recentemente, a cota foi aumentada para 200 de cada uma destas duas espécies. A companhia baleeira islandesa Hvalur planeja exportar 1.500 toneladas de carne de baleia, graças a esse aumento de cotas.

Esse tipo de atitude claramente desafiadora de países como Islândia e Japão – que desde a adoção da moratória sobre a caça comercial já caçou mais de 20 mil baleias se ancorando na permissão à caça científica – é um dos temas de discussão de outro grupo de Apoio, formado por doze membros da Comissão Baleeira Internacional, em Santiago, no Chile. O grupo se reuniu semana passada e suas discussões visam a próxima reunião da CBI, em junho do ano que vem, no Marrocos.

Mas é provável que as discussões do Grupo de Apoio fiquem tão paralisadas quanto as da CBI têm ficado. Afinal, além de Antigua e Barbuda, Alemanha, Austrália, Brasil, Camarões, México, Nova Zelândia, São Cristóvão e Neves, Suécia a Estados Unidos, fazem parte do grupo os países caçadores, Islândia e Japão.

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