Notícias sobre Regulação


Apresentados como uma alternativa ao tratamento contra o tabagismo, os cigarros eletrônicos não convenceram. Há dois meses, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o comércio e a importação do cigarro eletrônico, dispositivo usado para simular o ato de fumar, oficializando algo que na prática já acontecia. Afinal, nunca houve autorização para a comercialização dos chamados e-cigars no Brasil, mas o veto agora atinge até mesmo sua importação: se alguém trouxer o produto do exterior, ele deve ficar retido na alfândega.

A decisão levou em consideração a falta de comprovação científica sobre a eficácia do produto e foi tomada após consulta pública, que contou com a participação de órgãos de defesa do consumidor. A Organização Mundial de Saúdo (OMS) também desaconselhou a liberação.

De acordo com estudos realizados pela Food and Drug Administration (FDA), os produtos químicos contidos no cigarro eletrônico são 1.400 vezes menos cancerígenos do que os do cigarro tradicional. No entanto, ele possui substâncias como nitrosamina e dietilnoglicol, também causadoras de câncer, que servem para dar sabor ao fumo. Nos Estados Unidos, o aparelho também é proibido.

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