Notícias sobre Regulação


Há cinco meses, entrou em vigor em São Paulo a lei antifumo, proibindo o cigarro em ambientes fechados de uso coletivo como bares, restaurantes, casas noturnas e outros estabelecimentos comerciais, banindo inclusive os fumódromos. O Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas de São Paulo realizou uma pesquisa inédita no Brasil sobre os efeitos da proibição – a primeira no mundo a usar uma variável biológica, o monóxido de carbono, como indicador de redução de risco de exposição ambiental à fumaça do cigarro.

Foi medido o índice de monóxido de carbono em 710 estabelecimentos antes da entrada da lei em vigor e exatos três meses depois. O resultado foi uma queda de 80% no índice, de 5 partes por milhão para uma parte por milhão, em apenas 120 dias – sendo que em lugares parcialmente fechados e abertos, a queda foi de uma média de 3 a 4 partes por milhão para uma parte por milhão.

Foi medido ainda o nível de monóxido de carbono no ar expelido – em um aparelho de sopro – por 400 garçons, 200 deles fumantes e 200 não-fumantes. Entre os fumantes, a queda média foi de 35,7 por cento, de 14 partes por milhão para nove partes por milhão. Entre o não-fumantes, a queda foi de mais de 50%: de sete partes por milhão para 3 partes por milhão.

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