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Em três dias de leilões, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) conseguiu arrecadar R$ 5,338 bilhões (quase US$ 2,7 bilhões) nas licitações da terceira geração (3G) de telefonia móvel, que permitirá mais velocidade na transmissão de dados e incluirá serviços como banda larga sem fio, TV no celular, videoconferências, jogos tridimensionais e download de músicas completas. A valorização em relação ao preço mínimo foi de 89,24%, numa variação de 20,27% a espantosos 370,1% de acordo com a área em disputa. A previsão inicial da Anatel era de que o ágio chegasse a 25%.

A concorrência envolveu 11 áreas de exploração, divididas em 36 lotes. A expectativa da agência é que o serviço 3G esteja disponível em 1.836 dos 5.564 municípios do país em dois anos. Os vencedores terão 12 meses a partir da data da assinatura dos contratos para implantar a nova tecnologia. O superintendente de serviços privados da Anatel, Jarbas Valente, acredita que o preço da banda larga no país deve cair à metade por causa da competição.

Dos oito grupos empresariais que participaram da disputa, apenas um – Nextel (operadora de celular via rádio) – não conseguiu adquirir nenhum lote. Mas, segundo analistas, foram os lances agressivos da companhia que, no primeiro dia do leilão, fizeram o ágio da Região 1 (Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe) chegar a 273,9%. O leilão dessa área foi o que rendeu mais recursos: R$ 1,91 bilhão. As três maiores empresas em atuação no país - Vivo (associada à Telemig), Claro e Tim – ficaram com a maior fatia, enquanto uma parcela menor foi arrematada pela Brasil Telecom, Oi e CTBC. O valor arrecadado com o pagamento das licenças será repassado ao Tesouro Nacional.

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