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Especialistas calculam que, se um vazamento de petróleo semelhante ao que ocorreu há um mês no Golfo do México ocorresse na Bacia de Campos, a região que concentra 80% da produção brasileira, as praias do estado do Rio de Janeiro seriam atingidas em dois ou três dias. O rastro de destruição chegaria a famosos cartões postais, como Ipanema e Copacabana, em uma semana.

Um derramamento de óleo em larga escala afetaria a flora e a fauna: tartarugas marinhas que fazem desova na região, baleias que passam por ali na rota para o Ártico e aves que se alimentam nos manguezais também sofreriam. Outro dano seria nos recifes de corais, onde vivem dezenas de espécies marinhas. A economia das cidades que vivem da pesca sofreria terríveis prejuízos.

“No Golfo do México, os equipamentos que falharam são os mesmos usados no Brasil, e isso é preocupante. Quem checa se esses dispositivos funcionam são as próprias empresas perfuradoras. A ANP (Agência Nacional do Petróleo) também deveria se preocupar com isso, pois trata-se de uma questão de estado”, afirmou Segen Estefen, diretor de Tecnologia e Inovação da Coordenadoria de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ao jornal O Globo.

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