Notícias sobre Regulação


A reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI), que aconteceu na cidade de Agadir, no Marrocos, foi marcada por uma denúncia de corrupção envolvendo o Japão. Reportagem do jornal inglês Sunday Times gravou representantes japoneses revelando que tentavam “comprar” votos contra a proibição da caça comercial a baleias.

Os repórteres, que se fizeram passar por enviados de um bilionário suíço, descobriram que os principais “alvos” do Japão foram oficiais de países pobres. Um enviado da Tanzânia, por exemplo, afirmou ter aceitado viagens ao Japão, para negociar ajuda humanitária ao país africano, e teria recusado a oferta de “massagens” gratuitas. O Japão negou ter cometido qualquer delito. “Faz parte da nossa política apoiar países em desenvolvimento”, afirmou Hideki Moronuk, do ministério da Agricultura, Floresta e Pesca.

Ao fim da reunião, os representantes da CBI rejeitaram a proposta de criar cotas para caça a cetáceos nas costas da Islândia e Noruega. No entanto, não houve proibição à captura científica de baleias promovida por embarcações japonesas, apesar de entidades ambientalistas afirmarem que trata-se na verdade de caça com fins comerciais.

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