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O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, lançou um alerta que provocou polêmica dentro do governo. Ele afirmou que o Brasil corre risco de ter que racionar energia nos próximo meses – a exemplo do que ocorreu em 2001 – devido à falta de chuvas neste verão, justamente o período em que os índices pluviométricos costumam ser mais altos. Nos primeiros dias de 2008, choveu apenas 48% do volume médio para o período.

Defendendo uma campanha de racionalização do uso da eletricidade, Kelman advertiu ainda que o país deve pensar logo em um plano alternativo caso os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas – principal matriz energética brasileira – continuem baixos até abril.

A declaração do dirigente da Aneel foi criticada pelo ministro interino das Minas e Energia, Nelson Hubner, que descartou a possibilidade de um “apagão” tanto este ano como em 2009. “Foi uma opinião individual do diretor da agência, que não reflete o pensamento da agência”, afirmou o ministro.

No entanto, uma reunião de emergência para tratar do assunto foi convocada na noite de terça-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Estiveram presentes Hubner, Kelman, o presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Hermes Chip, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Nos próximos dias, o senador Edson Lobão deverá assumir a pasta de Minas e Energia.

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