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Em uma decisão inédita, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) determinou na quinta-feira (dia 12) a paralisação das atividades da plataforma marítima da Petrobras P-33, situada no Campo de Marlim, na Bacia de Campos. O motivo da interdição foram as condições inadequadas de segurança de alguns equipamentos, descobertas em fiscalização do Ministério do Trabalho. A P-33 produz 20 mil barris de petróleo por dia.

Durante a vistoria, foram constatadas corrosões em tubos de óleo lubrificante e danos em grades de proteção. Trabalhadores relataram que, em 19 de maio, houve um vazamento de gás em uma tubulação conectada a um petroleiro, mas os sensores que detectam o problema e fecham os poços automaticamente não teriam funcionado. O vazamento só teria sido descoberto pelo barulho e pela formação de uma nuvem. Assim, as válvulas de segurança teriam sido acionadas manualmente para que o gás deixasse de escapar.

Em nota, a Petrobras assegurou estar preparada para adotar todas as recomendações técnicas no menor tempo possível. A ANP informou que realiza 80 ações de fiscalização por mês. No entanto, analistas independentes afirmam que o episódio demonstrou que o governo não possui um planejamento voltado para o que acontece em alto-mar. “O caso da P-33 só veio à tona por causa de uma denúncia que ganhou as páginas dos jornais. O fato é que a ANP e o Ibama não têm uma política de fiscalização consistente para impedir ocorrências como vazamentos de petróleo ou até eventuais explosões em plataformas”, criticou o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

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