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Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o biólogo marinho e consultor ambiental Richard Steiner defendeu um aumento expressivo do número de reservas marinhas como forma de preservar o ecossistema marinho. Depois de atuar no caso do vazamento do petroleiro Exxon Valdez, em 1989, e lecionar durante muitos anos na Universidade do Alasca, ele afirma que o acidente com a plataforma da British Petroleum, no Golfo do México, deve servir de exemplo para todos os países, especialmente para o Brasil, onde a exploração de poços em águas ultraprofundas ainda está no início – e a tecnologia precisa ser aperfeiçoada.

“Menos de 1% dos oceanos está sob proteção, enquanto as reservas mundiais em terra cobrem de 10% a 12% da superfície do planeta. Nós chamamos as reservas de planejamento especial marinho. E elas devem ser demarcadas estrategicamente para preservar as espécie”, explicou o biólogo.

Para Steiner, a moratória que o governo americano decretou na exploração de petróleo e gás em grandes profundidades deve ser mantida até que se tenha mais controle sobre a tecnologia utilizada. “Não temos protocolos corretos sobre as plataformas nem a supervisão governamental. E comemoro especialmente o fato de que a exploração de gás e petróleo no Ártico foi adiada. Jamais deveriam explorar aquela área”, afirmou.

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