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Copacabana, Ipanema, Leblon, Barra da Tijuca. Das praias mais badaladas do Rio de Janeiro – que estão entre as mais famosas do Brasil – é possível ver um arquipélago, que está prestes a se tornar uma unidade de conservação. Com a presença de representantes dos governos municipal, estadual e federal, de Organizações Não-Governamentais, de clubes náuticos, pescadores e pesquisadores, aconteceu, no dia 1º de setembro, a reunião para a escolha do Conselho Consultivo do Monumento Natural das Ilhas Cagarras.

Esse conselho terá a função de administrar o local, uma área de grande visitação de turistas e pescadores. A transformação das Cagarras em monumento natural virou lei em março. Segundo o texto, fica proibida qualquer atividade que ponha em risco a integridade dos ecossistemas do arquipélago e que não estejam de acordo com o plano de manejo da unidade, como competições esportivas, pesca com uso de redes e armadilhas ou coleta de mexilhões.

“Com essa parceria com o poder público acredito que as Cagarras terão o valor que merecem. Vamos começar ajudar na renovação e conservação das espécies depois de muitos anos de pesca predatória, o que gerou até uma escassez de peixes na região”, afirmou Kátia Janine, presidente da colônia de pescadores que atua na região.

Analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Sylvia Chada comemorou a participação ampla: “Os órgãos dos governos não vão dar conta de cuidar sozinhos desse patrimônio, enquanto a sociedade não reconhecer o Monumento como algo de sua responsabilidade também”.

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