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O governo brasileiro iniciou um processo de licitação inédito no país: o de florestas. A primeira a ser disputada será a Floresta Nacional do Jamari, localizada no estado de Rondônia, em plena Amazônia. Foram apresentadas 19 propostas de 14 empresas – a maioria madeireiras – interessadas em explorar a região. Dos 220 mil hectares do Jamari, 96 mil serão concedidos à iniciativa privada. O resultado deve ser divulgado no fim deste mês.

Segundo Tarso Azevedo, diretor do Serviço Florestal Brasileiro, é a primeira vez que um leilão põe o critério sócio-ambiental com peso maior que o aspecto econômico. O governo estipulou como prioritária a capacidade das empresas de gerar emprego e renda na região. A licitação só foi possível após a aprovação, ano passado, da Lei de Gestão das Florestas Públicas.

Durante 40 anos, quem vencer a licitação terá que conservar a área e poderá explorá-la usando técnicas de manejo sustentável para obter produtos como madeira, óleos, sementes e resinas, além de aproveitar o potencial de turismo ecológico. O valor obtido no leilão não será o único a ser pago ao governo – as companhias também pagarão royalties sobre o lucro obtido na floresta.

Jamari foi o local escolhido porque era considerado um dos principais focos de desmatamento ilegal da Amazônia. Toda madeira retirada da região será certificada e as empresas serão alvo de auditorias independentes. O governo fez ainda uma parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para monitorar, via satélite, a exploração da floresta.

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