Notícias sobre Regulação


Professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), Frederico Brandini alertou, em artigo no site O Eco – um dos mais influentes em questões ambientais no Brasil –, que a criação de Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) tem sido insuficiente para conter a destruição desses ambientes. Segundo o pesquisador, o compromisso assumido no capítulo 17 da Agenda 21 – documento firmado nas Nações Unidas que traça metas de sustentabilidade para o planeta – de atingir a meta de proteger 20% dos mares até o fim deste século não garante a conservação do ecossistema marinho para o futuro.

Brandini ressalta que hoje há cerca de 1.300 Áreas Marinhas Protegidas ao redor do mundo, que representam menos de 1% dos oceanos, sendo que no Brasil alcançam apenas 0,5% de seu litoral. Segundo ele, de pouco adianta ampliar o tamanho do espaço protegido se a pesca predatória e a poluição continuarem crescendo no ritmo atual.

“No rumo em que os diálogos e os acordos vão, criar 20% de AMPs significa automaticamente se conformar com os 80% restante de Áreas Marinhas Desprotegidas dos oceanos, onde tudo é permitido. Não apenas algumas áreas, mas todo o oceano deveria ser considerado uma única AMP global. Um bioma internacional protegido por leis internacionais”, conclui.

© 2007 CRE Brasil - Todos os direitos reservados.