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Nos dias 14 e 16 deste mês, a Escola Naval, do Rio de Janeiro, foi palco do Seminário da Amazônia Azul, que contou com um público de cerca de 800 pessoas. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e representantes da Petrobras e da Marinha brasileira participaram do evento, que discutia as aspirações do país em relação a seu espaço marítimo.

Atualmente, esse espaço tem cerca de 3,5 milhões de quilômetros quadrados. Mas o Brasil defende a extensão dos limites de sua Plataforma Continental além das 200 milhas náuticas (370km), correspondente a uma área de 963 mil quilômetros quadrados. Se a Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC), da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), aceitar o pedido brasileiro, o espaço marítimo do país chegará a 4,5 milhões de quilômetros quadrados – maior do que a Amazônia verde.

No seminário, o vice-almirante Elis Treidler Öberg, Diretor de Sistemas de Armas da Marinha, apresentou a palestra O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), explicando que o Sistema, que será implantado aos poucos, tem como objetivo monitorar a Amazônia Azul e fornecer dados para a defesa das plataformas de petróleo, dos portos e das ilhas e vias marítimas. “Até bem pouco tempo, o Brasil vivia de costas para o mar. É importante que criemos uma cultura marítima e que a população reconheça a necessidade e a dependência que nós temos do mar”, declarou o vice-almirante.

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