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A criação de áreas de proteção marinha é uma estratégia melhor para conservar populações de peixes do que estabelecer cotas que permitam a pesca de determinadas espécies. A conclusão é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade James Cook, em Queensland, Austrália, divulgado na revista The American Naturalist.

Os cientistas descobriram que a pesca quedas bruscas na população de muitas espécies de peixes de corais podem estar ligadas a um excesso de machos, o que seria consequência direta da pesca. Em muitas espécies, principalmente aquelas em que indivíduos podem mudar de sexo, cada peixe produz menos espécimes jovens à medida que a densidade populacional cai.

Na pesquisa, 232 peixes da espécie Parapercis cylindrica que vivem em uma lagoa na Grande Barreira de Corais, na Austrália, foram marcados e tiveram seus movimentos e comportamento reprodutivo seguidos. Os Parapercis cylindrica nascem fêmeas, mas se transformam em machos alguns anos depois. O estudo verificou mais mudanças de sexo em regiões onde as populações de peixes eram pequenas. Isso levou mais machos a cortejar menos fêmeas e a uma queda no número de ovos postos.

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