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Os ecossistemas marinhos apresentam grande potencial para mitigar os efeitos do aquecimento global. Esse é o resultado de um estudo que foi apresentado este mês na Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16), em Cancun, no México. De acordo com a pesquisa, organizada pelas ONGs Conservação Internacional (IC, na sigla em inglês) e União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN) ambientes nas regiões costeiras, como manguezais, gramas marinhas e terrenos alagadiços à beira do mar, são capazes de armazenar uma quantidade de carbono até cinco vezes maior por quilômetro quadrado do que as florestas tropicais.

“O que temos visto é que esses três ecossistemas são incrivelmente eficientes em armazenar carbono no sedimento abaixo do solo por séculos a fio”, afirma Emily Pidgeon, diretora do Programa Marinho de Mudanças Climáticas da Conservação Internacional: "Para nós é tão natural que os oceanos devam ser parte da solução da mudança climática que chega a ser até surpreendente que eles não tenham sido considerados até hoje”, destaca.

Os cientistas que elaboraram a pesquisa apontaram ainda o risco de degradação desses ambientes: 29% dos bancos de gramas marinhas e 35% dos manguezais do mundo foram perdidos ou estão degradados. “Essa perda é como um golpe duplo para o nosso planeta: primeiro, porque resulta numa rápida emissão dos estoques de carbono, que em muitos casos são resultado de séculos de depósitos combinada com a perda de oportunidade de futuros sequestros de carbono por essas áreas; e, em segundo, porque destrói os habitats que são críticos para as atividades de pesca em todo o mundo”, alerta Pidgeon.

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