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A Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), órgão ligado ao Ministério das Minas e Energia, acaba de iniciar a segunda de uma série de seis expedições em alto-mar com o objetivo de mapear a Elevação do Rio Grande, uma cordilheira submarina situada a 1.500 km da costa brasileira e com profundidade que varia entre 600 e 4.000 metros. No local, já foi identificada a presença de níquel, platina e cobalto, entre outros minerais.

A coleta de amostras para pesquisa envolve um debate em torno da preservação do ecossistema. Para o oceanógrafo David Zee, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é muito difícil ter pleno controle do que acontece no fundo do mar. “Esse tipo de exploração traz à tona partículas depositadas há milhares de anos, o que pode alterar o metabolismo do micro-organismos e, com o tempo, impactar na biodiversidade da região”, analisa.

Segundo Kaiser Gonçalves de Souza, chefe de geologia marinha da CRPM, uma equipe de 38 pesquisadores, entre geólogos, biólogos e oceanógrafos, trabalha no projeto. No momento, está sendo realizado um mapeamento das espécies marinhas.

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