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Projeções das empresas petrolíferas que atuam na Bacia dos Santos estão movimentando o setor. Ao divulgar em Londres seus resultados no trimestre, o grupo britânico BG revisou as estimativas sobre a reserva de Tupi para um valor entre 12 bilhões e 30 bilhões de barris de óleo. Como as análises indicam que o total que pode ser extraído é de até 30% desse montante, os novos cálculos indicam a possibilidade de retirar até 9 bilhões de barris do megacampo brasileiro. O número é superior aos até 8 bilhões que a Petrobras havia anunciado ano passado. Ao mesmo tempo, um novo poço começará a ser perfurado numa área vizinha à de Tupi, elevando as expectativas otimistas para os próximos anos.

O comunicado da BG – que detém 25% de participação na exploração de Tupi – fez as ações da companhia subirem 3,8% na quinta-feira. A Bolsa de Lisboa também registrou alta das ações da Petrogal, sócia minoritária do negócio, com 15%. No Brasil, o anúncio também provocou especulações com as ações da Petrobras, detentora de 65% da reserva. Depois de uma subida de até 5,2%, as ações fecharam em queda de 0,01%.

O presidente da BG, Frank Chapman, disse que os dados divulgados são “razoavelmente consistentes”. O novo poço que começará a ser perfurado pertence também à Petrobras, à BG e à outra sócia, a espanhola Repsol. A área, onde ainda não se sabe se há petróleo, é chamada de Guará. Uma primeira tentativa não havia obtido resultado satisfatório e estudos sísmicos não apontavam perspectivas animadoras. No entanto, após a descoberta de Tupi, que fica a poucos quilômetros, a aposta mudou. O consórcio decidiu que voltará a investir com mais intensidade para tentar descobrir jazidas de óleo e gás em águas ultra-profundas.

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