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Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Petrobras informou que computadores que armazenavam dados estratégicos de pesquisa na costa brasileira foram roubados da companhia. A empresa não detalhou o que estava guardado nos equipamentos, mas informações não-oficiais dão conta de que se os dados referem a reservas descobertas recentemente, como a de Tupi, na Bacia de Santos. No fim do ano passado, o governo federal anunciou que a jazida pode conter entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo. Sócio da Petrobras no empreendimento, o grupo britânico BG estima que as reservas podem chegar a 30 bilhões de barris.

O crime aconteceu no dia 1º de fevereiro, durante a operação de transporte de um contêiner da Halliburton – uma das maiores empresas de serviços de petróleo do mundo – de Santos, no litoral de São Paulo, para Macaé, no estado do Rio de Janeiro. A Halliburton presta serviços para a Petrobras. Os equipamentos seriam um disco rígido (HD) e dois notebooks. O texto da nota da Petrobras limita-se a dizer: "Houve um furto de equipamentos e materiais que continham informações importantes para a companhia em instalações de empresa que presta serviços especializados para a Petrobras".

A Petrobras informou que possui cópias de todos os dados, mas a preocupação é sobre onde as informações foram parar. O grande risco é que se trate de espionagem industrial. Essa é justamente a primeira linha de investigação da Polícia Federal (PF), que abriu um inquérito para apurar o caso. Segundo a delegada Carla Dolinski, da PF de Macaé, os equipamentos roubados seriam de propriedade da Halliburton, mas conteriam informações da estatal brasileira. A policial não descarta, no entanto, que se trate de um roubo simples e o ladrão não saiba o conteúdo do que furtou.

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