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Mais de 40 biólogos marinhos brasileiros e outros profissionais ligados a associações de salvamento de mamíferos aquáticos participaram, em abril, de um treinamento de resgate de baleias e golfinhos no Parque Temático Mamíferos Aquáticos, na Ilha de Itamaracá, no litoral de Pernambuco. O treinamento, até então inédito no Brasil, foi ministrado por integrantes da organização governamental norte-americana National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).

Coordenadora nacional do Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a bióloga Fábia Luna conta que os técnicos do NOAA trouxeram os equipamentos necessários para o treinamento. “Ganhamos um kit de resgate do NOAA, que mandamos para o litoral de Santa Catarina, onde há grande incidência de baleias francas. Agora precisamos produzir mais kits, para outras regiões do país”, diz Fábia.

A pesquisadora conta que todos os 40 pesquisadores que fizeram o curso são integrantes da Rede de Encalhe e Resgate coordenada pelo CMA. E que a necessidade de aprender essa tecnologia cresceu nos últimos anos, por causa da moratória à caça de baleias.

“A moratória propiciou um grande aumento na população de baleias. Mas aumentou a pesca nos últimos anos também, então mais baleias têm ficado presas em redes destinadas a peixes. O desemalhe das baleias é uma atividade perigosa, raramente fazíamos isso Brasil porque não tínhamos a tecnologia apropriada. Articulamos, na Comissão internacional da Baleia (CIB), um treinamento. O perigo agora foi minimizado”, avalia Fábia.

Durante o treinamento, que durou uma semana, foram usados dois barcos. O primeiro fazia o papel da baleia e o segundo era o de resgate. “É um trabalho em movimento, que tem que ser rápido e cuidadoso. Uma baleia pode se deslocar por quilômetros e quilômetros com uma rede presa. Acaba não conseguindo comer ou ficando machucada, levando à morte”, explica a pesquisadora.

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