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Na semana passada, um mês depois de um treinamento de salvamento de baleias, o Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promoveu um novo curso. Dessa vez, pesquisadores do United States Geological Survey (USGS) vieram ministrar um treino de resgate de peixes-boi marinhos no Ceará, estado do Nordeste brasileiro.

“Foi mais que um treinamento, na verdade. Fomos ao Ceará para efetivamente realizar a captura dos animais. Em cinco dias, pegamos cinco. Tiramos sangue e colhemos fezes e urina para exames e colocamos um anel com um radiotransmissor em suas caudas, antes de devolvê-los ao mar. Agora saberemos onde comem, onde bebem água doce, por onde passam e teremos várias informações sobre essa população”, conta a coordenadora nacional do CMA do ICMBio.

Essa análise dos hábitos dos peixes-boi da região foi uma condição imposta pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) à Petrobras, para que a empresa possa atuar na área sem colocar a vida dos animais em risco. A Petrobras, por sua vez, contratou o CMA para o trabalho.

“Será importante para que sejam traçadas ações de conservação, evitando redes de pesca e tráfego de embarcações, por exemplo, nas rotas dos peixes-boi”, explica Fábia.
A captura foi feita com um barco especial, que permite que se faça um cerco ao animal sem colocá-lo em risco. Embora a condicionante fosse apenas para a área do Ceará, o objetivo agora é replicar a atividade de Alagoas ao Amapá – área da costa brasileira onde há peixes-boi.

“As técnicas que utilizamos já existem há 20 anos, mas nunca tinham sido usadas no Brasil. Firmamos um acordo de cooperação técnica com o USGS que mudou esse panorama”, comenta Fábia, informando que o CMA comprou o equipamento para continuar com a pesquisa em outras regiões.

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