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O furto de equipamentos com informações sigilosas da Petrobras foi apenas um crime comum, e não um caso de espionagem industrial envolvendo o mercado petrolífero mundial. Essa foi a conclusão das investigações da Polícia Federal, que ontem (28 de fevereiro) prendeu quatro acusados do furto. Os responsáveis pelo furto são quatro seguranças da empresa proprietária do terminal portuário onde ficou armazenado o contêiner que deixou o campo de Júpiter em direção à cidade de Macaé, no litoral do Rio de Janeiro.

Para o governo federal e a Petrobras, a notícia da solução do caso foi recebida com alívio. O temor era de que dados sobre a reserva gigante de gás natural tivessem sido vendidos a companhias concorrentes, interessadas na exploração de poços em áreas vizinhas.

Segundo o delegado Valdinho Caetano, os vigilantes presos praticavam pequenos furtos no depósito desde setembro, que não eram percebidos pelas empresas. Eles desconheciam a importância estratégica das informações contidas nos computadores e discos rígidos (HDs) roubados. “Eles não tinham a menor idéia do que estavam furtando”, afirmou o policial, que no dia 19 dissera que a hipótese mais provável era que se tratasse de espionagem industrial.

Quatro notebooks, uma impressora, um monitor, quatro telefones celulares, uma mochila e uma maleta com ferramentas foram recuperadas. Dos dois HDs, um teria sido destruído depois que um dos acusados do crime soube da repercussão do caso. Apesar do desfecho positivo, o roubo revelou a precariedade no sistema de segurança que envolve as informações confidenciais da estatal brasileira de petróleo.

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