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A perspectiva de extração de milhões de barris de petróleo e gás dos megacampos de Tupi e Júpiter já é alvo de cobiça em torno dos royalties das descobertas. A secretária de Energia de do estado de São Paulo, Dilma Pena, está questionando os critérios que estabelecem que as jazidas ficam no estado vizinho, o Rio de Janeiro. Segundo ela, "há parte do campo de Tupi em área pertencente a São Paulo e os royalties serão definidos por critérios geográficos e não políticos".

Representantes de prefeituras do litoral de São Paulo reclamam que o mapa marítimo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – que define todos os limites territoriais e marítimos do País – beneficia o Rio de Janeiro. Outra alegação é que a Bacia de Santos, onde ficam os campos, está localizada em São Paulo. No entanto, o IBGE explica que as linhas traçadas a partir da angulação dos litorais dos dois estados é que estabelecem em frente de que cidades e estados fica cada poço. E, de acordo com o órgão, o Rio será beneficiado.

Apesar da pretensão de São Paulo, o diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Victor Martins, também afirma que não há dúvidas sobre a posição das jazidas. "Elas ficam no Rio de Janeiro, que terá direito integral às receitas", garante. A ANP é encarregada de controlar e distribuir o pagamento dos royalties.

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