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Um fenômeno conhecido como Desordem do Colapso das Colmeias (DCC) está dizimando abelhas nos Estados Unidos e na Europa desde 2006. Sem motivo aparente, as abelhas abandonam suas colmeias para sempre. E não se sabe o que acontece com elas. O que já está comprovado é que o fenômeno atinge diretamente a produção não só de mel, mas também de alimentos em lavouras polinizadas por abelhas.

Entre as possíveis causas, estuda-se a ação do ácaro Varroa Destructor, a baixa diversidade genética das abelhas domésticas e comerciais – criadas para a produção de mel e a polinização de plantações, as grandes afetadas pela DCC – e o efeito de agrotóxicos. Tanto que a partir de 1º de dezembro será proibido o uso e a comercialização de três pesticidas neonicotinoides – clotianidina, tiametoxam e imidaclopidre – na União Europeia.

Em artigo publicado no site da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a pesquisadora Fábia de Mello Pereira esclarece que, “segundo o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, órgão responsável por informar oficialmente a ocorrência de problemas sanitários animais e vegetais no Brasil, até o momento a Desordem do Colapso das Colônias não foi detectada no país”.

No entanto, a discussão em relação ao uso dos agrotóxicos neonicotinoides também acontece no país. Entre 2010 e 2012, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) identificou mais de cem casos de mortes em massa de abelha no país. Todos esses casos estariam relacionados com esses agrotóxicos, que chegaram a ser proibidos por uma portaria publicada no Diário Oficial da União em julho do ano passado, mas voltaram a ser liberados em seguida.

O efeito dos agrotóxicos nas colônias de abelhas seguem em estudo pelo Ibama:

Um dos estudos pode ser visto aqui.

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