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A Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda, começou a analisar na quarta-feira (26) as acusações do governo da Austrália contra o Japão em relação à caça de baleia na Antártica com fim comercial, e não científico. O processo que tramita no principal órgão judicial das Nações Unidas foi iniciado em 2010.

Segundo Bill Campbell, representante australiano no Tribunal de Haia, os números comprovam os objetivos japoneses: anualmente, cerca de 930 baleias-mink são capturadas na Antártica, e produtos derivados dessa espécie de cetáceo são encontrados com facilidade em mercados e restaurantes do país asiático.

Oficialmente, o Japão abandonou a pesca comercial de baleias em 1986, após um acordo internacional, e retomou a captura no ano seguinte apenas com finalidade científica. No entanto, desde então, são muitas as denúncias de descumprimento do pacto. A Corte de Haia deverá dar seu parecer sobre a questão até o fim do ano.

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