Notícias sobre Regulação


A ApiNews, uma publicação da América Latina dedicada exclusivamente a abelhas (“News about bees and beekeeping from around the world” (Notícias sobre abelhas e apicultura de todo o mundo) publicada em 25 de setembro de 2012:

Ainda não se comprovou que os pesticidas sejam culpados pela redução das abelhas

É pouco provável que o impacto dos pesticidas agrícolas em colônias de abelhas cause colapso da colônia, de acordo com um artigo da revista Science. Mais pesquisas são necessárias para prever o impacto de inseticidas agrícolas amplamente utilizados, chamado neonicotinóides, em populações de abelhas.

Em 21 de junho de 2013, a mesma publicação relatou:

Brasil - Estudo diz: Os pesticidas são responsáveis pela morte de abelhas

O uso de pesticidas nas plantações tem sido um dos maiores responsáveis pela morte de abelhas em todo o país, diz um estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Estadual Paulista (UNESP) em Rio Claro (SP). O Ministério da Agricultura e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) recomendam que a aplicação de agrotóxicos não seja feita durante a floração.

O importante é saber o que ocorreu no Brasil, que levou os reguladores brasileiros a restringir o uso de pesticidas, dado que a principal publicação, lida todo o Brasil, publicou uma série de artigos que demonstraram que não havia causa definitiva para o declínio da saúde das abelhas?

A CRE Brasil contactou um dos autores que nos informou que o estudo está em andamento. Além disso, eles forneceram à CRE Brasil dois relatórios provisórios, um com o seguinte título:

Pesticidas e Polinizadores - Negócio em risco? e outro que conclui:

"Várias causas para esse declínio foram identificadas, incluindo a perda, destruição e degradação de habitats, redução da diversidade genética de plantas de néctar; pragas e patógenos, a concorrência por polinizadores introduzidos, alterações climáticas e a utilização de pesticidas - todos individualmente ou em conjunto, podendo causar efeitos adversos diretos e indiretos sobre populações de polinizadores".

Consequentemente, os estudos universitários em si não fornecem nenhuma base para uma restrição ao produto.

Brasil é o país com o maior número de espécies de abelhas em todo o mundo e também é grande produtor de alimentos, cuja produção contínua é dependente do uso de agrotóxicos.

Os reguladores brasileiros precisam de informações adicionais. Para isso, a CRE Brasil está fornecendo às agências reguladoras brasileiras seu relatório de referência sobre o State of the Science on Bee Health Decline (Estado da ciência sobre o declínio da saúde das abelhas); consulte http://www.thecre.com/sefIPD/?p=357.

As principais conclusões obtidas do estudo da CRE incluem:

-- V. destructor: O principal fator subjacente da perda de colônias
-- A Academia Nacional de Ciências (dos EUA) fornece orientações sobre qualidade de dados e riscos subletais
-- Uma avaliação em conjunto da USDA-EPA dos EUA declarou:

“Os efeitos agudos e subletais de pesticidas sobre as abelhas têm sido cada vez mais documentados e são uma preocupação, mas não está claro, com base nas pesquisas atuais, se a exposição a pesticidas é um fator importante associado à redução da saúde das abelhas melíferas nos EUA.

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Rio Claro têm programas abrangentes de pesquisa dedicado às abelhas.

Em seus estudos continuados, é imperativo que as universidades reconheçam o esforço de investigação significativo do USDA e da EPA dos EUA, conforme estabelecido no documento State of the Science (Estado da ciência), da CRE acima mencionado; um reconhecimento comparável deve ser feito pelos órgãos reguladores brasileiros.

A CRE recomenda que a sede nos EUA e os pesquisadores brasileiros em iniciem programas de extensão abrangentes para compartilhar seus trabalhos científicos.

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