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Após dois anos, a Islândia retomou a caça comercial de baleias-fin em meados deste mês de julho. A espécie é a segunda maior do planeta – atrás apenas da baleia azul – e consta da lista vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), entre as mais ameaçadas do planeta. Uma fotografia tirada por integrantes do Greenpeace mostra uma baleia arpoada, para o corte de sua carne.

“A atividade baleeira é brutal e pertence a uma época passada e não ao século 21”, disse, ao jornal The Guardian, John Sauven, diretor do Greenpeace no Reino Unido. “É profundamente lamentável que um único baleeiro islandês apoiado pelo governo esteja minando a proibição global da caça comercial, que existe para garantir o futuro das baleias do mundo.”

A Islândia havia interrompido a caça à baleia-fin em 2011 e 2012, em parte porque o Japão, seu maior mercado, estava sofrendo uma crise econômica depois do devastador tsunami que ocorreu em março de 2011.

A Comissão Baleeira Internacional proibiu a caça comercial, mas a sua autoridade não é reconhecida pela Islândia. Mais de 1 milhão de pessoas de todo o mundo assinaram uma recente petição online contra o comércio de carne de baleia-fin islandesa, em meio a revelações de que algumas delas, no Japão, acabaram misturadas em produtos para alimentação de cães.

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