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O físico brasileiro Paulo de Souza, que trabalha na Organização de Pesquisa Industrial e Científica da Austrália, lidera a equipe de cientistas que criou um microssensor – que mede 2,5 milímetros e pesa 5 miligramas – para ajudar a descobrir o motivo da mortandade de abelhas registrada nos últimos anos. Colocado nas costas de 5 mil insetos, o aparelho transmite dados desde a polinização até a produção de mel.

Os testes estão sendo feitos na região da Tasmânia em quatro colmeias. Em duas, as abelhas não sofrem grande impacto da poluição do ar e da água. As outras duas recebem pequenas doses de agrotóxicos neonicotinoides, banidos em alguns países por suspeita de intoxicar os insetos.

Os primeiros resultados mostram que as abelhas que tiveram contato com os defensivos agrícolas demoram mais para voltar às colmeias. O pesquisador tem o objetivo de levar o teste para o Brasil no segundo semestre. Souza pretende estudar as abelhas que vivem na Amazônia.

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