Notícias sobre Regulação


Nota do editor: Um relatório recente do governo australiano sobre os neonicotinóides e a saúde das abelhas cita um estudo Bulletin of Insectology advertindo que "... há muitas hipóteses sobre o problema das populações de abelhas em declínio .... O problema é agravado por alguns representantes da imprensa sensacionalista e relatam dados e opiniões não comprovados. Infelizmente, esse sensacionalismo e a utilização de dados não comprovados não estão restritos aos meios de comunicação e também pode envolver cientistas que citam dados não suficientemente comprovados, são de fontes suspeitas, e/ou deixam de citar pesquisas pertinentes ... em alguns manuscritos publicados nem o(s) autor(es), nem o(s) revisor(es), [ou] (os) editor(es) estavam familiarizados com a literatura dos concorrentes". Seria bom o governo de Ontário não levar em conta o sensacionalismo e, em vez disso, prestar muita atenção à conclusão do governo australiano que eles são da opinião que "a introdução dos neonicotinóides levou a uma redução global dos riscos para o ambiente agrícola em relação à aplicação de inseticidas” e que “as populações de abelhas australianas não estão em declínio, apesar do aumento da utilização deste grupo de inseticidas na agricultura e horticultura, desde meados da década de 1990".

Conforme anunciado na impressa australiana

O governo da província de Ontario, no Canadá, quer proibir a utilização na lavoura de pesticidas neonicotinoides, suspeitos de causar mortandade de abelhas.Pela proposta, agricultores teriam que obter uma licença especial para poder utilizar o produto. Representantes das indústrias químicas classificaram a medida de desnecessária e burocrática.

No Canadá, esse tipo de pesticida - proibido na Europa - é utilizado em culturas como soja, canola, flores e vegetais. Pesquisadores sustentam que o produto é letal para as abelhas e outros insetos polinizadores. Já as indústrias afirmam que não há comprovação de que os neonicotinoites afetam a vida das abelhas.

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