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De um lado, baleias francas, gigantes de até 16 metros e 50 toneladas. De outro, gaivotas, aves costeiras de não mais que um metro. Durante embates que têm como cenário a Península Valdés, na Patagônia, extremo sul da Argentina, são os cetáceos que normalmente saem com ferimentos graves. Isso porque, no momento em que vão até a superfície para respirar, são atacados pelas aves, que usam o bico para arrancar pedaços de pele e gordura. Esses ataques são tão constantes que as baleias que passam pela região para ter filhotes e amamenta-los já estão modificando seus hábitos, alterando a forma de respirar, para não se tornarem vítimas.

Essa constatação faz parte de uma pesquisa publicada na revista científica Marine Biology. “Quando respiram, as baleias costumam levantar primeiro a cabeça e depois o corpo. Notamos que agora elas só levantam a cabeça até o espiráculo (orifício usado para respiração) e retornam para a água rapidamente, mantendo o corpo submerso”, descreveu Ana Fazio, do Centro Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina, em entrevista à BBC.

A pesquisadora explica que essa mudança de comportamento reduz o número de lesões nas baleias, mas provoca outro efeito: a energia gasta por elas para respirar mantendo a maior parte do corpo debaixo d’água é maior, principalmente para os filhotes, que deveriam usar essa força para mamar, crescer e nadar de volta para a Antártida.

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