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A Procuradoria Geral da República abriu uma investigação para apurar se houve crime do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, ao provocar uma corrida às ações da Petrobras, na segunda-feira, logo após ter declarado que a empresa encontrou um megacampo com 33 bilhões de barris na Bacia de Santos. Apesar de a estatal não ter confirmado a informação sobre a descoberta, ontem ocorreu forte alta nos papéis da companhia e também da BG e da Repsol-YPF, sócias da brasileira na área Carioca, onde fica a reserva na qual haveria a jazida gigante.

A investigação da Procuradoria tem o objetivo de descobrir se houve manipulação do mercado para beneficiar alguma pessoa ou grupo em detrimento dos acionistas minoritários da Petrobras. Também será apurado se o próprio diretor da ANP obteve vantagens financeiras com a alta de até 9,5% num único dia do valor das ações da empresa. Se Lima for considerado culpado, poderá ser obrigado a pagar multa de até o triplo da quantia obtida.

Em audiência no Senado, o diretor-geral da agência voltou a afirmar que só repetiu uma informação que já era de conhecimento do setor, pois a possibilidade de haver 33 bilhões de barris de óleo na área Carioca havia sido noticiada na revista especializada World Oil. “Foram os especuladores que quiseram especular. Uns ganharam e os outros perderam. E os que perderam estão chateados. Isso não é um problema meu. É um problema da Bolsa de Valores. Nem sei onde fica essa Bolsa de Valores”, disse Lima.

Dirigentes da Petrobras previram que apenas daqui a três meses será possível avaliar o tamanho da reserva. Segundo o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, estão sendo feitas perfurações a 3 mil metros de profundidade e a meta é atingir 7 mil metros: “Estamos em estágio muito inicial”, afirmou.

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