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A Petrobras descobriu uma nova jazida em águas profundas, abaixo da camada de sal, na Bacia de Santos. Durante o anúncio, foi divulgada a existência de petróleo de boa qualidade na área conhecida como Bem-te-vi, a 6.773 metros, mas ainda não há estimativa do tamanho da reserva. No bloco exploratório, a estatal brasileira é a operadora, com 66% do controle do negócio, e tem como sócias a Shell (20%) e a portuguesa Galp (14%).

A descoberta foi importante porque a empresa corre contra o tempo. Como só dispõe de três sondas para perfurar em locais de grande profundidade, a Petrobras precisa confirmar a existência de óleo ou gás nos sete blocos que detém na região de pré-sal da Bacia de Santos antes do vencimento do contrato de concessão com a Agência Nacional do Petróleo (ANP). O prazo da maioria expira em outubro. Caso não ocorram descobertas, os blocos têm que ser devolvidos à ANP.

Dos sete locais explorados pela empresa, já foram detectadas jazidas em seis: Tupi, Júpiter, Carioca, Parati, Caramba e Bem-te-vi. O único onde ainda não houve a descoberta de reservas minerais é um bloco que a Petrobras adquiriu em sociedade com a Exxon. Existe a possibilidade de que todos façam parte de um único campo com até 50 bilhões de barris de óleo recuperável.

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