Notícias sobre Regulação


Vitorioso na semana passada no leilão da usina hidrelétrica de Jirau, o consórcio Energia Sustentável poderá desistir do negócio. A informação foi dada pelo diretor-presidente do grupo, Victor-Frank Paranhos, depois de reunião com representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O executivo afirmou que não tem condições de construir a central de energia no Rio Madeira, na Amazônia, se não for aprovado o projeto que desloca a obra em nove quilômetros do local previsto nos estudos de impacto ambiental. A mudança resultaria em uma economia de R$ 1 bilhão – o que permitiu que o consócio oferecesse tarifa mais baixa para vencer a licitação.

De acordo com Paranhos, o novo projeto não deveria ser motivo de polêmica, já que a licença ambiental concedida cobriria uma região muito maior do que os nove quilômetros. “Não existe projeto que eu conheça cuja estrutura não tenha mudado”, justificou o dirigente do grupo. O Ibama confirmou que a licença prévia abrangia área entre Abunã e Porto Velho – que está dentro dos limites do projeto –, mas destacou que será preciso estudar os reflexos da utilização de uma cachoeira existente no rio e que não fez parte das análises iniciais.

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