Notícias sobre Regulação


O governo brasileiro está sendo obrigado a enfrentar pesados ataques da oposição há uma semana, desde que a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu afirmou que houve pressão política da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no processo de venda da mais conhecida empresa aérea brasileira, a Varig, e sua subsidiária de transporte de cargas, a VarigLog. O negócio foi realizado entre o fim de 2005 e meados de 2006, com a compra das empresas pelo fundo de investimentos norte-americano Matlin Patterson, do chinês Lap Chan, em sociedade com três empresários brasileiros. Esse grupo era representado pelo escritório do advogado Roberto Teixeira, melhor amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Denise Abreu foi convocada a prestar depoimento no Congresso e reiterou suas afirmações. Para os parlamentares de oposição, já há elementos suficientes para abrir uma investigação para apurar se houve tráfico de influência para facilitar a concretização do negócio. A polêmica se tornou ainda maior porque a ministra Dilma Rousseff é, até agora, a favorita para ser a candidata do governo à sucessão do presidente Lula, em 2010.

A ex-diretora da Anac afirmou que as pressões da ministra eram feitas por intermédio de Milton Zuanazzi, que presidia o órgão regulador na época. Ele, no entanto, negou a denúncia, garantindo que nunca recebeu ordem direta de Dilma. Confirmou apenas que, na véspera da aprovação da compra, reuniu-se com a ministra e ela lhe teria dito que a posição do governo era favorável a uma decisão rápida para salvar Varig da falência.

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