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O acordo de Kigali, firmado entre os países signatários do Protocolo de Montreal durante reuniões em Kigali, capital de Ruanda, inclui uma emenda que estabelece a eliminação gradual de uma substância que não prejudica a camada de ozônio, mas que possui alto potencial de aquecimento global: os Hidrofluorocarbonetos (HFCs), usados em refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado. Com a suspensão do uso desses gases, busca-se evitar um aumento da temperatura global em 0,5ºC até 2100 e eliminar a emissão de 70 bilhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera.

A emenda prevê a divisão das nações em três grupos para reduzir o consumo e a produção dos HFCs, sendo o prazo para os países desenvolvidos mais curto do que para os países em desenvolvimento. O Brasil, por exemplo, como vários países em desenvolvimento, tem até 2024 para congelar a produção de HFCs, e até 2015 para alcançar a meta de redução a 20% dos níveis da média dos anos 2020 a 2022.

Já o prazo para países desenvolvidos é bem mais curto: a produção de HCFs deve ser congelada já em 2019, e até 2036 deve-se reduzir o consumo e a produção a 15% dos níveis de 2011 a 2013. Por isso, a Nova Zelândia já está com planos postos em ação. A Enviromental Protection Authority (EPA) está liderando a implementação de regras e medidas no país da Oceania para ajudar a diminuir o ritmo do aquecimento global. As novas regras entrarão em vigor em fevereiro de 2019.

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